No dia 14 de fevereiro de 1990, tendo completado sua missão primordial, foi enviado um comando a Voyager 1 para se virar e tirar fotografias dos planetas que havia visitado. A NASA havia feito uma compilação de cerca de 60 imagens criando neste evento único um mosaico do Sistema Solar. Uma das imagens que retornou da Voyager era a da Terra, a 6,4 bilhões de quilômetros de distância, mostrando-a como um "pálido ponto azul" na granulada imagem:
![](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSD1lJ49T8xBQ8LYpYbjNE3aZ7qlW0Rk1uXSgtGnAWc7Br5gGzffTstjUDZ44u92IHb1dujeu677bHPf1UJttYVV3EelbckRj2_aycGnqTlFB3RR4GbsBv2JpFz37whGsCbL36Eg29Dc4/s280/640px-PaleBlueDot.jpg)
Depois de 23 anos, a Terra foi flagrada do espaço distante novamente, a 1,4 bilhão de km, diretamente sobre as nuvens de Saturno. Desta vez, a câmera de campo amplo da sonda Cassini foi apontada para a Terra durante uma das muitas manobras orbitais que precisa fazer para estudar Saturno e seu sistema de satélites. Aproveitando esse movimento e um período de eclipse de Saturno sobre o Sol, a equipe da Nasa convocou seus seguidores a dar um “tchauzinho” no horário programado para a foto, que aconteceu no dia 19 de julho. A proposta era fazer o primeiro “photobomb” interplanetário. “Photobombs” são aquelas fotos em que algo que acontece em segundo plano, intencionalmente ou não, acaba “estragando” o registro da cena principal:
![](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPnGJaWE2m8CmQZR37x_OYTKTOT1iMj4DC9RDNIRDZ9rVZPgX3xixjUhxEGPEbx0yfGH_-2XeWm8fmB5XVD1l9t906RDrGhvdTW2VB03dAnGIliGORY_Z6CnWBq1ifIgITXg1hr4ecl2g/s280/pbd.jpg) |
Visão de Saturno (Cassini): 1,5 bilhão de km (Foto: Nasa/Divulgação) |